quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Anteposto ou posposto o sujeito é sempre o mesmo.

Quis acreditar que conforme mudassem as frases o sujeito mudaria com elas, mas o problema é que elas nunca mudam, apenas sofrem inversão. Enquanto via de dentro da oração, além de simples, ele parecia agente e núcleo de tudo. Seu complemento verbal era sempre direto e seus advérbios, principalmente, de intensidade. Pena que as horas passam, os verbos vão mudando de transitividade e, consequentemente, pedem novos objetos. O grande problema estava em acreditar que havia exceções à regra, mesmo quando a gramática é clara e diz que "faz algum tempo" é oração sem sujeito. E ponto final.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Gêmeas siamêsas separadas por 15 dias.


Uma é morena, a outra se acha loira. Uma é mais baixa, a outra tem as pernas grandes demais. Uma foi influenciada por maquiagens e esmaltes, a outra por all star. Uma quer os cílios da outra, a outra quer o sorriso da uma. Uma prefere salgados, a outra doces. Uma se liberta em poesias, a outra prefere prosas. Já que as similaridades entre elas não caberiam aqui, é melhor explorar o lado ímpar de cada uma, o que faz exatamente com que elas se completem. Assim, como uma Moska ou Monkeys não têm nada a ver e ao mesmo tempo têm tudo: a vontade de explicar e entender o mundo de uma forma particular, mas dividida em duas metades: uma e outra.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Sobre o futuro.

Tudo pode ser quando nada ainda foi. Castelos poderão ser construídos, templos poderão desmoronar e a gente assistirá ou participará? Depende do ponto de vista. Resolvi somente ser, e deixar com que tudo seja, por completo, pois percebi que tenho o problema de pecar por excessos, talvez por nunca saber qual é a medida exata das coisas. Faço o que acho certo, mas esse talvez mereça não ser seguido, às vezes. Paradoxalmente, sinto pela falta. De mais conversas, ações ou demonstrações. De qualquer coisa. Eu que sempre gostei da organização, hoje me perco nos meus próprios pensamentos desordenados. E, sendo assim, que a incerteza sempre presente como meu plano de fundo possa passar ao plano principal, mas esquecendo lá atrás suas duas primeiras letras.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Agosto.

A (seu) gosto.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Lista de presença

Incerteza, aqui.
Dúvida, aqui.
Esperança, aqui.
Vontade, aqui.
E eu, alegria, vou muito bem, obrigada.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Coleta seletiva.

Descobri que muitas vezes minhas verdades não são nem um pouco certas e as mentiras vêm à tona na mesma hora em que o presente e o futuro se encontram. Descobri também que alguns têm um dom (péssimo, diga-se de passagem) de serem pessoas diferentes de acordo com a situação na qual estejam enquadradas, ou ainda aqueles que simplesmente não conseguem se enquadrar em nenhuma delas. Os pressupostos que eu criei foram desfeitos. Os dias que planejei foram esquecidos. As memórias que guardava foram agora engavetadas, já as horas perdidas estão sendo prontamente recuperadas. O presente mudou, trazendo como consequência a mudança do futuro. E já que não se pode fazer o mesmo com o passado, resta-me fazer bom uso do esquecimento dele. Mas quer saber? Embora às vezes demore algum tempo, todo lixo deve se decompor.

sábado, 19 de junho de 2010

Futuro do pretérito perfeito.

Houve momentos em que o frio foi insignificante perto do calor de um abraço apertado. Houve espera que ora surpreendeu e ora decepcionou. Houve dias em que as constantes risadas eram o bastante para fazer esquecer qualquer problema. Houve conversas que declarações foram feitas e tudo que parecia importar se resumia ali, no falar de duas pessoas. Houve minutos que pareciam durar eternidades e frequentes horas que pareciam voar. Houve surpresa e saudade. Houve tempo em que muito era constante, mas até o nada importava. Houve um mundo particular e compartilhado. Houve até suposições banais, de quem queria tudo e na verdade tinha pouco. Houve, por fim, longe e perto, ambos resumidos numa distância nunca variável: houve dentro. Houve felicidade. Mas, haverá? Sabe lá.