quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Sobre o futuro.

Tudo pode ser quando nada ainda foi. Castelos poderão ser construídos, templos poderão desmoronar e a gente assistirá ou participará? Depende do ponto de vista. Resolvi somente ser, e deixar com que tudo seja, por completo, pois percebi que tenho o problema de pecar por excessos, talvez por nunca saber qual é a medida exata das coisas. Faço o que acho certo, mas esse talvez mereça não ser seguido, às vezes. Paradoxalmente, sinto pela falta. De mais conversas, ações ou demonstrações. De qualquer coisa. Eu que sempre gostei da organização, hoje me perco nos meus próprios pensamentos desordenados. E, sendo assim, que a incerteza sempre presente como meu plano de fundo possa passar ao plano principal, mas esquecendo lá atrás suas duas primeiras letras.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Agosto.

A (seu) gosto.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Lista de presença

Incerteza, aqui.
Dúvida, aqui.
Esperança, aqui.
Vontade, aqui.
E eu, alegria, vou muito bem, obrigada.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Coleta seletiva.

Descobri que muitas vezes minhas verdades não são nem um pouco certas e as mentiras vêm à tona na mesma hora em que o presente e o futuro se encontram. Descobri também que alguns têm um dom (péssimo, diga-se de passagem) de serem pessoas diferentes de acordo com a situação na qual estejam enquadradas, ou ainda aqueles que simplesmente não conseguem se enquadrar em nenhuma delas. Os pressupostos que eu criei foram desfeitos. Os dias que planejei foram esquecidos. As memórias que guardava foram agora engavetadas, já as horas perdidas estão sendo prontamente recuperadas. O presente mudou, trazendo como consequência a mudança do futuro. E já que não se pode fazer o mesmo com o passado, resta-me fazer bom uso do esquecimento dele. Mas quer saber? Embora às vezes demore algum tempo, todo lixo deve se decompor.

sábado, 19 de junho de 2010

Futuro do pretérito perfeito.

Houve momentos em que o frio foi insignificante perto do calor de um abraço apertado. Houve espera que ora surpreendeu e ora decepcionou. Houve dias em que as constantes risadas eram o bastante para fazer esquecer qualquer problema. Houve conversas que declarações foram feitas e tudo que parecia importar se resumia ali, no falar de duas pessoas. Houve minutos que pareciam durar eternidades e frequentes horas que pareciam voar. Houve surpresa e saudade. Houve tempo em que muito era constante, mas até o nada importava. Houve um mundo particular e compartilhado. Houve até suposições banais, de quem queria tudo e na verdade tinha pouco. Houve, por fim, longe e perto, ambos resumidos numa distância nunca variável: houve dentro. Houve felicidade. Mas, haverá? Sabe lá.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O amor dele pra ela.

"Eu sei que tudo pode ser, quando ainda não foi. Mas e se já foi? Os olhos enchem de lágrimas até quando o momento é de felicidade, com a simples e infinita distância que nos atrapalha agora. Tudo que eu queria era poder atravessar aquele corredor que nos separava e te dar um abraço bem apertado, do qual eu tanto sinto falta.. ou mesmo ter sua companhia durante o jantar sem que houvesse nenhuma mesa, pratos e talheres ou anos de distância para nos atrapalhar. Queria saber seu endereço para mandar as cartas que já formam pilhas na minha mesa de cabeceira. Mas não canso de escrever, pois acredito que em algum lugar você escuta minhas palavras e as escutará para sempre, posto que o infinito que nos separa é muito menor do que as cinco letras que sentimos, que eu sinto, minha querida. E você sabe bem quais são."


O que ele não sabe é que ela sonha todo dia com palavras como estas e só espera pelo momento em que elas verdadeiramente chegarão, mesmo que seja movidas pelo poder das aspas que as tornam eternas ou pelo vento frio carregado de saudade.

domingo, 6 de junho de 2010

Diz-me tudo.

Nem todo médico é doutor,
nem toda paixão vira amor,
nem todo porque tem resposta,
nem toda mega sena vira aposta.
Nem toda saudade tem cura,
nem todo mundo que acha procura,
nem todo perdão tem saída,
nem toda verdade merece ser dita.